segunda-feira, 2 de julho de 2012

Curso de Formação Continuada em Tecnologias da Informação e Comunicação Acessíveis: Plano de Ação Pedagógica

Hoje irei disponibilizar um Plano de Ação Pedagógica, última atividade realizada por mim para o Curso de Formação Continuada em Tecnologias da Informação e Comunicação Acessíveis.
Este plano tem como título "Aprendendo com as Tecnologias Assistivas: uma reflexão no processo de ensino-aprendizagem de Portadores de Necessidades Especiais" e seu objetivo é mostrar contribuições das tecnologias assistivas no processo de ensino-aprendizagem de Portadores de Necessidades Especiais.



Modelo de Plano de Ação Pedagógica
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FORMAÇÃO CONTINUADA DE PROFESSORES EM
TECNOLOGIAS DE INFORMAÇÃO E COMUNICAÇÃO ACESSÍVEIS

ROTEIRO PARA ELABORAÇÃO DE UM PLANO DE AÇÃO PEDAGÓGICA

Nome do professor cursista: Tamires Santos Vicente

Nome do formador: Profª Leonice Elci Rehfeld Nuglisch

1. Título
Aprendendo com as Tecnologias Assistivas: uma reflexão no processo de ensino-aprendizagem de Portadores de Necessidades Especiais.

2. Localização
Escola da Rede Estadual de Educação da Diretoria de Ensino da Região de Suzano e Ferraz de Vasconcelos.

3. Tema
A contribuição das tecnologias assistivas no processo de ensino-aprendizagem de Portadores de Necessidades Especiais.

4. Objetivo
¬ Promover pequenas palestras com a comunidade escolar, para explicar o que são as tecnologias assistivas e sua importância no processo de ensino-aprendizagem.
¬ Proporcionar um ambiente inclusivo para pessoas portadores de necessidades especiais.
¬ Desenvolver atividades utilizando os softwares educacionais para estimulação, desenvolvimento e aprendizagem/ alfabetização e letramento das pessoas com portadoras de necessidades especiais.

5. Justificativa
Nossa sociedade luta pela inclusão escolar e social de todos os cidadãos, independentemente de cor, classe social, diferenças, inclusive as lingüísticas. Porém, quando nos referimos a Políticas Públicas, que visam o atendimento educacional a crianças, adolescentes, jovens e adultos percebemos um grande crescimento.
Vivemos, atualmente, em uma era informatizada onde a maioria dos setores públicos e privados tem o computador como peça fundamental para a organização de tarefas. As informações são extremamente rápidas e variadas, pois em questão de segundos podemos nos informar sobre o que quisermos.
Embora tenhamos muitas alternativas para a aquisição de conhecimentos, não podemos nos privar dos livros que são instrumentos valiosos de aprendizagem, e porque não dizer também, de entretenimento, afinal, não lemos apenas para adquirir conhecimentos, lemos por prazer, por necessidade, por curiosidade, e é claro que de qualquer forma que lemos, acabamos por aprender algo, mesmo sem ter a intencionalidade. Neste sentido, busca-se enfatizar a importância da alfabetização, pois, apesar de tanta informatização, ainda há muitos analfabetos em nosso meio, e também os chamados analfabetos funcionais, que são pessoas que apenas decodificam as palavras, mas não as interpreta em um contexto mais ampliado.
Hoje, uma pessoa que não sabe utilizar um computador está inserida na exclusão digital, não tem um e-mail, não sabe acessar sites de bate papo na internet, algumas pessoas tem pânico de computador, acreditam que se apertarem algum botão errado, vai danificá-lo, e algumas tem vergonha, pois acham que as pessoas próximas vão rir ou discriminá-las de alguma forma. Então voltemos à discussão inicial, que é a de não ser alfabetizado, se não ter conhecimentos para utilizar o computador hoje, já é motivo de discriminação, o que dizer de não ter conhecimentos básicos, o de ser alfabetizado, um direito de toda a humanidade, segundo a DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS HUMANOS (1948), ART. 26, INCISO I – todo o homem tem direito à instrução e esta será gratuita, pelo menos nos graus elementares e fundamentais.”
A educação especial é uma modalidade de ensino que perpassa todos os níveis, etapas e modalidades, realiza o atendimento educacional especializado, disponibiliza os recursos e serviços e orienta quanto a sua utilização no processo de ensino e aprendizagem nas turmas comuns do ensino regular.
O atendimento educacional especializado tem como função identificar, elaborar e organizar recursos pedagógicos e de acessibilidade que eliminem as barreiras para a plena participação dos alunos, considerando suas necessidades específicas. As atividades desenvolvidas no atendimento educacional especializado diferenciam-se daquelas realizadas na sala de aula comum, não sendo substitutivas à escolarização. Esse atendimento complementa e/ou suplementa a formação das pessoas com vistas à autonomia e independência na escola e fora dela.
Dentre as atividades de atendimento educacional especializado são disponibilizados programas de enriquecimento curricular, o ensino de linguagens e códigos específicos de comunicação e sinalização e tecnologia assistiva. As Tecnologias Assistivas, vieram consubstanciar a proposta de trabalho, fornecer noções básicas sobre Tecnologias Assistivas e Ajudas Técnicas disponíveis a nível de hardware (ferramentas do computador) e software (programas) que, concomitantemente potencializarão a acessibilidade, eliminando barreiras de acesso ao mundo, propondo soluções para os mais variados tipos de necessidades especiais no âmbito das, contribuindo desta forma para uma maior independência, qualidade de vida e inclusão social dessas pessoas.

6. Metodologia
A metodologia será dividida em três etapas.
Na primeira etapa será realizada uma aula de trabalho pedagógico coletivo, um ATPC com a presença de educadores, diretor, vice-diretor, coordenador e funcionários para contextualizar o plano de ação a ser desenvolvido na escola, bem como explanar sobre as tecnologias assistivas e sua importância para aprendizagem dos educandos com ou sem deficiência.
Na segunda etapa será realizada um roda de conversa com os estudantes com ou sem deficiência, a fim de tornar este momento lúdico, utilizando os softwares educacionais, sendo em duplas ou individualmente.
A terceira, e última etapa, é o momento mais duradouro e complexo, pois será realizado com a participação ativa dos estudantes portadores de necessidades especiais e a família, com objetivo de ensinar a manusear os softwares, envolvendo-os pata que possam acompanhar o desenvolvimento e aprendizagem do seu filho.

7. Recursos

7.1. Infra-estrutura de informática
¬ Laboratório de Informática da escola;
¬ Acesso a internet;
¬ Jogos educacionais;
¬ Materiais pedagógicos;
¬ Mesas para realizar rodas de conversas;
¬ Vídeos.

7.2. Ferramentas computacionais
¬ Objetos de Aprendizagem Acessíveis.

8. Cronograma
O período de desenvolvimento dessa proposta de intervenção técnico-pedagógico será para um ano letivo.

9. Acompanhamento dos Resultados
Essa proposta de intervenção com certeza pode trazer mudanças significativas para o desenvolvimento e aprendizagem de portadores de necessidades especiais, principalmente, para a sua alfabetização e letramento, onde as mesmas interagem com os softwares e com os demais colegas, como no reconhecimento das cores, dos números, das vogais, desenvolvimento sensório-motor.
O acompanhamento se dá no dialogo permanente com a escola, educador, família e o próprio estudante, paralelo com a sala de recursos multifuncionais.
As escolhas das atividades referentes a Tecnologia Assistivas serão feitas de acordo com cada dificuldade apresentada ao longo de cada bimestre, sendo realizada por meio de registros , avaliações contínuas e, sistematicamente, por meio da interpretação qualitativa do conhecimento construído pelo aluno.

10. Referências Bibliográficas

DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS HUMANOS. Adotada e proclamada pela resolução 217 A (III) da Assembléia Geral das Nações Unidas em 10 de dezembro de 1948. Disponível na Biblioteca Virtual de Direitos Humanos da Universidade de São Paulo: www.direitoshumanos.usp.br.

VICENTE, Tamires Santos. Alfabetização, letramento e escrita: uma reflexão no processo de ensino-aprendizagem de ouvintes e surdos. Unicid-EAD. São Paulo, 2012.

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