domingo, 27 de maio de 2012

O início: Por quê a escolha da Educação Especial?

Desde os tempos do Curso de Letras na UNISUZ (Faculdade Unida de Suzano) pensava em fazer algo relacionado à Educação Especial, talvez, por ter contato com várias pessoas com diferentes tipos de deficiências, ou na época do Ensino Fundamental (Ciclo II) ter contato com uma cadeirante em sala de aula, ou ainda, ou por ter uma tia que lecionou durante anos na APAE do Município de Suzano, ou por ter sido inserida na Educação como Professora e encontrar as diversas dificuldades que é ter alunos com necessidades especiais em sala de aula e não saber como começar para a Inclusão efetiva desses alunos, pois, na maioria das vezes, não temos nenhum tipo de recurso a ser utilizado, enfim, toda essa vontade de entrar para a Educação Especial nasceu de algum lugar, ainda não descoberto, mas que me fez procurar novos caminhos depois do término do Curso de Letras em 2009, o que não demorou muito, depois de um ano sem estudar começei a me dedicar a aprender a Língua Brasileira de Sinais, pois minha turma foi a primeira a ter na grade curricular a matéria de Libras, atualmente necessária em todos os cursos de licenciatura.
Em junho de 2009 surgiu uma nova Resolução na Secretaria de Educação do Governo do Estado de São Paulo, trata-se da Resolução SE- 38, de 19 de junho de 2009 que dispõe sobre a admissão de docentes com qualificação na Língua Brasileira de Sinais - Libras, nas escolas da Rede Estadual de Ensino, porém nas Escolas Estaduais dos Municípios de Suzano e Ferraz de Vasconcelos, e em muitos outrosMunicípios, essa Resolução foi implantada, na prática, somente no ano de 2011.
Com a implantação do Professor Interlocutor de Língua Brasileira de Sinais passei a ensinar não somente a Língua Portuguesa, mas a me dedicar como Professora Interlocutora de Língua Brasileira de Sinais , o que me trouxe mais facilidade para entender a Cultura Surda.
A Libras me introduziu num caminho mágico, onde eu pude compreender que tudo é possível quando realmente queremos, basta um pouco mais de dedicação para chegar ao objetivo pretendido.
Começei a Pós-graduação em Libras pela UNICID-EAD (Universidade Cidade de São Paulo) em 07 maio de 2011 o que fez com que começasse a pesquisar novas maneiras para a Alfabetização, Letramento e Escrita dessas "crianças especiais" com o objetivo de levantar alguns questionamentos, como, suas definições, suas diferenças, metodologias utilizadas por educadores, procedimentos e intervenções adequadas para o processo de ensino-aprendizagem entre outros temas essenciais para compreender o por quê de muitos resultados ainda serem insatisfatórios quando nos referimos a crianças com surdez ou problemas de deficiência auditiva.
Esta pesquisa desenvolvida me proporcionou uma riqueza de valores significativa, pois, somente desta maneira, pude compreender que muitas das dificuldades dessas crianças é obtida da falta de uma língua constituída com base na qual possam construir a escrita, e assim, entender o real trabalho de um Professor Alfabetizador, nos dias atuais, a Alfabetização passou por mudanças, não muito boas a meu ver, que muitas vezes dificulta o ensino-aprendizagem dos alunos, não só surdos, mas também ouvintes. Talvez se o uso da cartilha volta-se a ser um recurso utilizado em sala de aula algo pudesse mudar para melhor, quando nos referimos à Alfabetização, pois, infelizmente, hoje muitas de nossas crianças não aprendem a ler e escrever nas séries iniciais, o que me leva à acreditar que o problema não está nos profissionais daEducação, mas sim nos métodos utilizados e estipulados pela Proposta Curricular.

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